Clique aqui para editar.

    Com seca, sojicultores mudam variedade e devem colher safra recorde em Goiás

    05 FEV 2020
    05 de Fevereiro de 2020
    Acostumados a apostar em variedades superprecoces, agricultores escolhem cultivares de ciclo tardio para fugir dos efeitos da estiagem e se dão bem...Com a falta de chuvas após o fim do vazio sanitário, produtores de soja de Rio Verde (GO) apostaram em uma mudança de variedades para tentar escapar dos problemas. Saíram as cultivares superprecoces, entraram as com ciclo tardio, na expectativa de conseguir pelo menos 60 sacas por hectare na média.

    Um dos produtores que resolveu mudar a estratégia e apostar em uma cultivar de ciclo tardio foi Sadi Secco. Segundo ele, as super precoces até iam bem no começo, se tivesse chuvas, mas depois, com a chegada dos veranicos (comuns na região) elas eram muito afetadas e perdiam até 6 sacas por hectare..

    “A gente observou que com as cultivares mais tardias isso não acontecia e mudamos a estratégia. Agora iniciamos com as cultivares de ciclo mais longo e se plantar alguma mais precoce, fazemos no meio do mês de outubro para frente, quando as chuvas estão bem estabelecidas. Isso ajuda a manter a produtividade e um teto produtivo razoável”, conta.Mesmo com o clima desfavorável e poucas chuvas durante o desenvolvimento das plantas, nesta safra, a estimativa é colher entre 58 a 60 sacas por hectare, bem acima do que ele vinha conseguindo com as variedades superprecoces.

    “Tivemos casos de estar colhendo 45 sacas por hectare em uma super precoce que sofreu 15 dias de sol, no período de florescimento, por exemplo”, diz Secco.

    Voltar